Luciano Cartaxo critica disputas internas no PT da Paraíba e aponta fragilidade do partido no estado

Para reverter essa situação, Cartaxo defendeu que o PT deve buscar unidade e diálogo, com um foco mais estratégico em seu crescimento a longo prazo.

Redação
Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) realiza reunião deliberativa com 15 itens na pauta. Entre eles, o PLS 284/2017-Complementar, que pune concorrência desleal. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O deputado estadual Luciano Cartaxo (PT) criticou, nesta quinta-feira (20), a falta de consenso interno no Partido dos Trabalhadores da Paraíba, responsabilizando as disputas internas pelos resultados fracos da legenda no estado.

Em entrevista ao Programa Hora H, Cartaxo, que foi prefeito de João Pessoa por dois mandatos, afirmou que os conflitos internos têm enfraquecido o partido, resultando em um baixo número de prefeitos e vereadores eleitos.

“Tentar destruir as lideranças do partido coloca o PT numa posição frágil no estado da Paraíba. Dos 223 municípios, o PT tem apenas um prefeito e poucos vereadores. Aqui na capital, elegemos apenas um vereador, Marcos Henriques. Se não tivéssemos lançado minha candidatura pelo PT, talvez não tivéssemos eleito nenhum vereador em João Pessoa”, declarou o deputado.

PT perde espaço na Paraíba

Cartaxo avaliou que o partido tem sido conduzido no estado por “pensamentos pequenos e estreitos”, o que impede a expansão da sigla. Segundo ele, o PT deveria se fortalecer não apenas na capital, mas em todo o estado, e não se limitar a debates internos que enfraquecem sua representatividade política.

“Um partido que, ao invés de crescer, de ter uma perspectiva de fortalecimento na capital e no estado, continua em discussões enfraquecidas, sem capacidade de unificação das lideranças”, analisou.

Caminho para reestruturação

Para reverter essa situação, Cartaxo defendeu que o PT deve buscar unidade e diálogo, com um foco mais estratégico em seu crescimento a longo prazo.

“Um projeto de longo prazo precisa ser feito para a Paraíba, com base no respeito ao diálogo, às lideranças e à militância do partido”, concluiu o deputado.

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