União Brasil quer manter três ministérios e adia discussão eleitoral para 2026, diz Efraim Filho

O posicionamento do União Brasil reforça a estratégia de manter seu espaço no governo, enquanto adia qualquer decisão sobre alianças eleitorais para o cenário de 2026.

Redação

O líder do União Brasil no Senado, Efraim Filho (PB), afirmou que o partido pretende manter os três ministérios que ocupa no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e já comunicou essa decisão ao Palácio do Planalto. Além disso, a legenda não pretende substituir os atuais ministros que ocupam esses cargos.

Manutenção dos ministérios e ministros

Segundo Efraim, a sigla defende a permanência de Juscelino Filho (Comunicações), Celso Sabino (Turismo) e Waldez Góes (Integração Nacional). O senador afirmou que os nomes desses ministros são referendados pelas bancadas do partido e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e têm apoio interno para seguir no governo.

“O entendimento do partido é permanecer com seus espaços e com os nomes, inclusive. O União Brasil não deseja abrir mão desses espaços nem trocar de ministérios”, declarou o senador em entrevista ao Estadão.

2025 será um ano de governabilidade, não de articulação eleitoral

Efraim destacou que 2025 será um ano de travessia e governabilidade, deixando as discussões sobre eleições e alianças políticas para 2026.

A declaração ocorre após Lula manifestar a intenção de conversar com os partidos aliados sobre sua base política, questionando se as siglas querem continuar no governo.

Para o líder do União Brasil, a queda na popularidade do presidente não deve afetar, no momento, o apoio dos partidos de centro ao governo. No entanto, ele alerta que, se essa tendência se prolongar, pode influenciar as articulações para 2026.

“O governo precisa estar atento a essa queda de popularidade, porque pode afetar as negociações políticas e eleitorais no futuro”, avaliou Efraim.

O posicionamento do União Brasil reforça a estratégia de manter seu espaço no governo, enquanto adia qualquer decisão sobre alianças eleitorais para o cenário de 2026.

Compartilhe: