Oposição na CMJP recolhe assinaturas para instalar CPI das facções criminosas nas eleições de João Pessoa

Redação
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Oposição na CMJP recolhe assinaturas para instalar CPI das facções criminosas nas eleições de João Pessoa

Vereadores da bancada de oposição na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) iniciaram ontem a coleta de assinaturas para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de apurar a participação de facções criminosas nas eleições municipais de 2024, na capital paraibana.

A proposta reacende um dos episódios mais polêmicos do último pleito municipal, quando denúncias sobre a influência do tráfico de drogas e crime organizado no processo eleitoral ganharam repercussão nacional e motivaram investigações por parte do Ministério Público, Polícia Federal e da Justiça Eleitoral.

De acordo com um parlamentar da oposição, chegaram à Câmara novas denúncias que suscitaram a abertura de uma CPI pretende esclarecer se houve cooptação de eleitores, financiamento ilícito ou interferência de grupos criminosos em campanhas políticas no município. Para que a comissão seja instalada, é necessário o número mínimo de assinaturas previsto no Regimento Interno da Casa.

Ícaro Chaves deve depor

(Foto: Divulgação/CMJP)

Nos bastidores, a expectativa é que o vereador Ícaro Chaves (Podemos) esteja entre os primeiros convocados a prestar depoimento, já que à época do escândalo ele era filiado ao mesmo partido do deputado federal Ruy Carneiro, que foi pré-candidato a prefeito e responsável por tornar públicas as primeiras denúncias sobre o possível envolvimento de facções criminosas nas eleições de João Pessoa.

Ruy Carneiro chegou a cobrar apuração rigorosa dos fatos e acionou órgãos competentes para investigar indícios de interferência criminosa no processo eleitoral.

Prisão da primeira-dama

Durante as investigações realizadas no período eleitoral, a primeira-dama de João Pessoa, Lauremília Lucena, chegou a ser presa preventivamente no âmbito de uma operação que apurava suposto favorecimento à campanha de reeleição do prefeito Cícero Lucena (MDB). As denúncias apontavam para possíveis irregularidades envolvendo articulações políticas em áreas sob influência de organizações criminosas.

O caso teve ampla repercussão e foi acompanhado pelo Ministério Público e pela Justiça Eleitoral. À época, a defesa negou irregularidades e sustentou que as acusações não se confirmariam ao longo do processo.

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