João Azevêdo presta contas das ações na Saúde de sua gestão; veja discurso

Redação
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João Azevêdo presta contas das ações na Saúde de sua gestão; veja discurso

O governador João Azevêdo prestou contas, nesta quarta-feira (1º), dos resultados das ações e conquistas do governo na Saúde entre os anos de 2019 e 2026, período em que esteve à frente da administração da Paraíba. Ele também destacou o equilíbrio fiscal do estado que possibilitou a viabilização de diversas obras em benefício da população.

Na ocasião, João, que vai renunciar ao cargo na quinta-feira (2), também fez um balanço das ações, especialmente nas áreas de mobilidade urbana, habitação, recursos hídricos, saúde, educação, desenvolvimento social, econômico e segurança com investimentos e resultados em todos os 223 municípios do estado.

Veja discurso do governador sobre as ações na Saúde:

Nós colocamos no outro patamar, subimos o sarrafo, essa é a verdade, em se tratando de política pública. Você imaginar, você imaginar que nós fizemos um programa como Opera Paraíba, que acabou com a fila de cirurgias deletivas, que quando eu cheguei no governo parecia impossível. E todo mundo dizia, não vai mexer com isso não, porque esse é um problema que tem no Brasil. Não mexa com isso não, porque esse é um problema que tem no Brasil e ninguém consegue resolver. E aí nós sentamos, montamos o programa e conseguimos resolver.

(0:53) Ali tem mais de 231 mil procedimentos realizados até hoje, vamos chegar a 250 mil aí nos próximos meses. (0:59) Num recorde absoluto do que é um programa que verdadeiramente funciona. (1:06) Um programa que verdadeiramente funciona.

Eu tive o prazer, acho que sexta-feira, passar lá na central de regulação e sair de lá muito feliz com o que eu vi, realmente. Enquanto gestor, sair de lá muito feliz com o que eu vi. Porque durante a pandemia, a regulação funcionava com dois médicos praticamente deitados com o colchão no chão, anotando no papel, e a regulação era no celular. Tocava no celular, ligava, pedindo a regulação, aí a pessoa que atendia o celular ligava pro hospital, ligava pro médico e dizia, olha, tá indo um paciente e tal pra ir agora. E o médico fala, ok, manda. Quando o paciente chegava lá, muitas vezes o médico tinha saído pra fazer um outro atendimento fora do outro hospital. Não, não tem essa autorização aqui não e o paciente ficava dentro da ambulância pra se provar sem saber o que fizesse. Essa era a realidade, gente. Era a realidade. Era num caderno que se faziam anotações de regulação do estado. E quando eu entrei hoje, na sexta-feira quando eu entrei naquelas salas, que eu vi absolutamente tudo controlado. Uma cirurgia do Opera Paraíba, lá, dizendo pelo CPF do cidadão qual foi a cirurgia, quais foram os insumos que foram usados naquela cirurgia, qual foi o custo daquela cirurgia pro estado. Quando eu entrei noutra sala, que eu vi o pessoal controlando as duas UTIs aéreas que a gente tem, como as aeronaves, fazendo regulação das aeronaves e UTIs. 

Quando eu entrei noutra sala, que eu vi o pessoal que trabalha com assistência social, cuidando das pessoas que passam pelo processo e que precisam ter um acompanhamento anterior. Quando eu entrei noutra sala do Coração Paraíbano, que eu vi o avanço de ter levado lá pro Alto Sertão, lá pro Sertão, um equipamento de hemodinâmica igual o que tem aqui no Hospital Metropolitano de João Pessoa. E que já salvou aí milhares de vidas. Porque as pessoas que tinham infarto nesse estado, entravam em cima de um carro e corriam pra Campinha Grande, João Pessoa. E se escapasse, tinha um atendimento. Mas muitos carros voltavam no meio do caminho, porque eram vidas perdidas. E a gente conseguiu levá-los ao Alto Sertão, a alta complexidade. E esses programas só foram possíveis porque houve o engajamento exatamente de todo o time, o time do governo.

Esse programa aí, Paraíba contra o Câncer. Na realidade o câncer, ele é tratado entre o Ministério da Saúde e os hospitais filantrópicos. Praticamente os estados não têm envolvimento nesse tipo de atendimento. Mas era impossível, era impossível aceitar que a cada mês aproximadamente mil casos novos de câncer surgem na Paraíba. E você tinha o Hospital Laureano, o Hospital da FAPI, realizando 50 PET scans. Sequer conseguindo diagnosticar. E a gente não fizesse uma intervenção. Então criamos esse programa e hoje, por incrível que pareça, não existe mais fila de quimioterapia, não existe mais fila de radioterapia. E vai melhorar mais ainda quando a gente terminar a instalação do acelerador lineal a impacto.

A gente não está garantindo vida de ninguém. A gente está garantindo dignidade de atendimento. Isso é obrigação do Estado. Hospital da Mulher. Bom, para quem conhece, para quem quer ver o hospital referência, vá no Hospital da Mulher, e vocês vão ver o que é um atendimento. Equipamentos de conta. Semana passada, eu acho, eu estava lá, e nós fomos entregar um equipamento que até o representante maior do Brasil, lá da CIMES, ele veio, porque era o único do Brasil. Ele disse esse é o primeiro do Brasil nesse padrão que a gente está atendendo. E aquilo é para atender a Sra. José e Sra. Maria. Pessoas que, do SUS, não é para quem tem plano de saúde, não. É para atender gente do SUS. Essa é a diferença da Paraíba e da saúde pública da Paraíba. Em que a gente tem uma obrigação de investir 12% do orçamento na saúde, mas aqui a gente investe 12% e mais um bilhão de reais por ano, para ter essa condição que a gente tem aqui.

De entregar o Hospital da Mulher de uma pessoa. Está construído em Campina Grande o maior hospital da mulher, e vai ser o maior hospital público da Paraíba. Estamos fazendo o Hospital da Mulher no Sertão. Estamos construindo o Hospital de Trauma lá no Sertão. Reformas e ampliações no Hospital de Guarabira, de Cajazeiras, do Arvinda Marques. Está reconstruindo o Arvinda Marques.

Na Maternidade Peregrina do Filho, no Hospital Distrital José Gomes, Deputado Janduí Carneiro. Ou seja, através do Programa Projeto AMAR, são mais de R$ 714 milhões importados desde a infraestrutura. Sabe para quê? Para que o médico tenha a condição de trabalhar. Porque quando nós dissemos que iríamos implantar o Programa Coração Paraíba no Laimpados, de novo eu ouvi a mesma história. Não consegue não. Não consegue não, não tenta isso não.

Mas por quê? Porque ninguém quer ir para Patos. O médico que tem essa especialidade, ele não vai querer morar em Patos. E por que não vai? Porque não vai. Vai se oferecer condições de trabalho. E salário, vai. E hoje a prova está lá. Não sei quantos mil atendimentos nós tivermos lá em Patos. Então assim, é a teimosia.

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