O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) interditou, nesta sexta-feira, setores do Hospital Prontovida, unidade da rede municipal de João Pessoa. A medida atinge o bloco cirúrgico, a UTI geral, a UTI oncológica e a enfermaria oncológica.
De acordo com o órgão, a decisão foi motivada por problemas estruturais identificados na unidade, que não teriam sido corrigidos pela gestão municipal, mesmo após interdições anteriores. Com a interdição ética cautelar, médicos ficam impedidos de atuar nos setores afetados até que as irregularidades sejam sanadas e as condições de funcionamento sejam consideradas adequadas.
Em resposta, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que iniciou a transferência de pacientes e criticou a decisão do conselho. Segundo a pasta, a interdição foi “precipitada” e contraria o prazo anteriormente concedido pelo próprio CRM.
A SMS destacou que, em vistoria realizada na quinta-feira, o conselho teria estabelecido um prazo de 15 dias para apresentação de um plano de adequação, prazo que, segundo a secretaria, foi desconsiderado menos de 24 horas depois com a interdição imediata.
A gestão municipal também afirmou que já havia iniciado um processo de desocupação gradual do hospital, dentro de um plano de contingência previamente definido para viabilizar obras de requalificação da unidade. Ainda de acordo com a secretaria, a transferência dos pacientes ocorre de forma planejada, com organização logística e garantia de continuidade no atendimento.
Por fim, a Prefeitura de João Pessoa reafirmou o compromisso com a qualidade da assistência e disse que as intervenções no hospital têm como objetivo melhorar a estrutura, o fluxo e a segurança da unidade, lamentando a decisão adotada pelo CRM-PB.
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