Um conflito entre duas facções criminosas provocou um princípio de rebelião na madrugada deste sábado (1º), no Complexo Penitenciário de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1 e PB2), localizado em João Pessoa. O incidente ficou restrito a uma das alas do pavilhão conhecido como PB2, onde detentos tentaram sair das celas para se agredir mutuamente.
De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária da Paraíba (SEAP-PB), durante o tumulto, os envolvidos atearam fogo em colchões e panos. As equipes de plantão agiram rapidamente e conseguiram controlar as chamas com o uso de extintores, impedindo que o incêndio ganhasse maiores proporções.
Para conter a situação, foram acionados a Força Tática Penitenciária, o Grupo de Operações Especiais da Polícia Penal (GPOE) e a Polícia Militar. Segundo a PM, o apoio foi solicitado por volta das 5h da manhã.
Após a primeira intervenção e a contenção do movimento pela Polícia Penal, equipes do Batalhão de Choque da PM deram suporte na retirada dos detentos das celas para a realização da contagem e de uma varredura minuciosa nos ambientes.
Não houve feridos ou vítimas durante a ação, sendo registrados apenas danos materiais. A SEAP-PB informou que as circunstâncias do ocorrido e as responsabilidades dos envolvidos serão devidamente apuradas por meio de procedimento interno.
Apesar do ocorrido, a SEAP-PB confirmou que a programação de visitas sociais deste sábado está mantida em quase todo o complexo. Os encontros ocorrem normalmente para as pessoas privadas de liberdade alocadas no pavilhão PB1 e na maior parte do PB2.
Apenas a ala afetada pelo incidente teve as visitas suspensas temporariamente para a realização de uma análise técnica dos danos e higienização do local.
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