Ao falar sobre o financiamento da saúde, João Azevêdo afirmou que os recursos federais destinados à Paraíba não seriam suficientes para cobrir as despesas do estado na manutenção da rede pública.
Segundo o candidato, a diferença na distribuição fica evidente ao comparar os repasses recebidos pela Paraíba com os destinados à Prefeitura de João Pessoa. Ele citou a estrutura estadual, que conta, conforme sua declaração, com 36 hospitais e quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
João Azevêdo defendeu uma mudança no modelo de distribuição dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) e afirmou que pretende atuar no Senado para buscar uma revisão dos critérios de financiamento.
Parcerias com empresas privadas
Sobre privatizações e parcerias público-privadas, João Azevêdo afirmou que não é contrário à participação da iniciativa privada em determinados setores. No entanto, defendeu que a Cagepa permaneça sob controle público.
Como exemplo de parceria, o candidato citou um projeto de esgotamento sanitário desenvolvido na Paraíba. Segundo ele, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) passou cerca de três anos estruturando o modelo, que prevê a participação de uma empresa privada na implantação e operação do sistema de esgotamento sanitário em 85 municípios.
De acordo com João, o projeto deverá beneficiar cerca de 2 milhões de pessoas. A proposta, segundo ele, demonstra que é possível utilizar parcerias com empresas privadas sem necessariamente privatizar o sistema de abastecimento de água do estado.
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