A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) repudiou publicamente, na noite desta sexta-feira (9), a aparição de suásticas pichadas em banheiros do campus da instituição, em João Pessoa. O episódio ocorre em meio ao acirramento político do segundo turno presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), e apenas um dia após estudantes realizarem um ato em defesa da democracia e de apoio à reeleição do atual presidente.
Em nota oficial, a Reitoria classificou o uso do símbolo nazista como ato de intimidação e alertou que a prática configura crime conforme a legislação brasileira. “A suástica não é uma opinião. É o símbolo de um regime que perseguiu e exterminou milhões de pessoas”, destacou a instituição, confirmando que adotará providências formais para apurar os responsáveis.
A UFPB ainda reforçou que segue garantindo o livre debate de ideias e a autonomia universitária, mas ressaltou o cumprimento da Lei nº 9.504/1997, que restringe propagandas eleitorais explícitas em bens públicos, frisando que nenhum membro da comunidade acadêmica deve ser submetido a ameaças ou discriminações.
Em entrevista à rádio Arapuan FM na segunda-feira (5), o deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL) comparou as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) contra a direita à humilhação sofrida pela Alemanha no pós-Primeira Guerra Mundial, contexto que impulsionou a ascensão de Adolf Hitler. O parlamentar, contudo, negou qualquer alusão entre Jair Bolsonaro e o ditador alemão, classificando a fala apenas como uma citação a “um fato histórico”.
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