Há uma narrativa que se repete nos bastidores da política paraibana: a de que o governador João Azêvedo (PSB), ao deixar o cargo no início de abril para disputar uma vaga no Senado Federal, será “abandonado” por prefeitos e lideranças que hoje o acompanham. A tese difundida por adversários é de que, sem a caneta do Executivo, ele perderia força política e base municipal. O argumento, contudo, ignora a trajetória construída ao longo dos últimos anos e, principalmente, os resultados colhidos nas urnas.
João Azêvedo consolidou sua liderança com base em uma política municipalista clara, marcada pelo diálogo permanente com prefeitos e pela descentralização dos investimentos públicos. Ao assumir o Governo do Estado, rompeu com uma prática histórica de concentração de recursos em João Pessoa, Campina Grande e em meia dúzia de municípios com maior número de eleitores. Em seu governo, os investimentos chegaram a todas as regiões, fortalecendo a infraestrutura urbana, a saúde regionalizada, a educação e a segurança hídrica no interior.
Um dado emblemático dessa política é a construção de 213 creches financiadas pelo Governo do Estado por meio de convênios com os municípios, independentemente de alinhamento político. Prefeitos aliados e opositores foram tratados de forma republicana e institucional. O critério foi a necessidade da população, não a conveniência eleitoral. Esse modelo consolidou uma relação de confiança que vai além do exercício momentâneo do poder.
Em 2022, João colheu nas urnas os frutos do que havia plantado no primeiro mandato. Sua reeleição foi garantida por uma vitória esmagadora na maioria dos médios e pequenos municípios paraibanos, onde o impacto das obras e programas estaduais foi sentido de forma mais direta. Foi justamente no interior, fora dos grandes centros, que a força do municipalismo se transformou em votos decisivos. O resultado confirmou que a descentralização não foi apenas discurso administrativo, mas estratégia política consistente.
Levantamento divulgado neste sábado (28) pelo Portal Polêmica Paraíba aponta que João Azêvedo conta atualmente com o apoio de 162 dos 223 prefeitos paraibanos para sua candidatura ao Senado. Trata-se de um número expressivo que desmonta a tese de isolamento político. Prefeitos não costumam apoiar apenas quem ocupa cargo; apoiam quem entrega resultados, cumpre compromissos e mantém diálogo institucional.
A alegação de que João perderá respaldo ao deixar o Governo ignora que sua base não foi construída exclusivamente na titularidade da função, mas na parceria e na confiança estabelecida ao longo de anos. A relação com os municípios se deu por meio de convênios, investimentos estruturantes, obras de abastecimento de água, ampliação de hospitais regionais e programas sociais que alcançaram todas as regiões.
No Senado, João tende a manter a mesma linha municipalista. A experiência acumulada no Executivo estadual pode se traduzir em atuação focada na destinação de emendas e articulações federativas que ampliem investimentos para os municípios, melhorando a vida das pessoas de forma prática e descentralizada. Se já fez no Governo, é razoável supor que seguirá na mesma direção como senador.
Além do apoio dos prefeitos, há o reconhecimento do eleitor. A reeleição em 2022 não foi fruto apenas de articulação política, mas de aprovação administrativa refletida no voto, especialmente nos municípios médios e pequenos. Ao contrário do que propagam seus opositores, João Azêvedo não parece caminhar para o isolamento. Chega à disputa com base sólida, capital político consolidado e uma relação de confiança construída com prefeitos e eleitores.
Se a política se faz com entregas concretas, parceria institucional e compromisso com o interior, João Azêvedo entra na corrida ao Senado com uma eleição pavimentada rumo ao tapete azul.
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