Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Campina Grande decidiram, em assembleia realizada nesta quarta-feira (11), iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira (16). A paralisação deve atingir todos os campi da instituição, além do Hospital Universitário Alcides Carneiro, em Campina Grande.
O movimento integra uma mobilização nacional que envolve trabalhadores de universidades e institutos federais em diversas regiões do país. De acordo com representantes sindicais, mais de 50 instituições federais de ensino já aderiram à paralisação.
Na Paraíba, os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal da Paraíba também iniciaram greve por tempo indeterminado na última segunda-feira (9), ampliando a mobilização da categoria no estado.
Entre as principais reivindicações apresentadas pelos servidores está o cumprimento integral do acordo firmado com o Governo Federal após a greve nacional de 2024, que incluiu medidas voltadas à reestruturação da carreira dos técnicos administrativos em educação.
Outro ponto da pauta é a implantação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para a categoria. O mecanismo já existe para docentes da rede federal e permite a valorização profissional com base na experiência e nas atividades desenvolvidas ao longo da carreira.
Os trabalhadores também defendem a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais sem redução salarial, medida que, segundo representantes do movimento, contribuiria para melhorar as condições de trabalho e ampliar a qualidade dos serviços prestados à comunidade acadêmica.
A greve ocorre em meio a negociações entre representantes da categoria e o Governo Federal. Entidades sindicais afirmam que o movimento continuará até que haja avanços nas tratativas sobre carreira, remuneração e condições de trabalho.
Durante o período de paralisação, parte dos servidores deve continuar atuando para garantir o funcionamento de atividades consideradas essenciais, especialmente nas áreas de saúde e assistência hospitalar.
No caso do Hospital Universitário Alcides Carneiro, que atende pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e funciona como campo de formação para estudantes da área da saúde, a expectativa é que serviços considerados prioritários sejam mantidos.
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