Operação Perfidus: MP faz nova denúncia e inclui mais investigados na Paraíba

Redação
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Operação Perfidus: MP faz nova denúncia e inclui mais investigados na Paraíba

O Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-PB), ofereceu nesta segunda-feira (3) uma nova denúncia no âmbito da Operação Perfidus. A petição, protocolada no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), adiciona novos alvos à investigação que apura a atuação de uma organização criminosa no estado.

Todos os novos denunciados já se encontram detidos nos sistemas prisionais de João Pessoa e Patos, no Sertão paraibano.

Os novos denunciados

Nesta segunda fase formal da acusação, foram incluídos no processo:

  • José Alexandrino de Lira Júnior (conhecido como “Júnior Lira”, “JL” ou “Professor”);

  • João Wicttor Alves de Lima (conhecido como “Vitor”);

  • Brendo Roberth Fernandes Sobral (conhecido como “Breno”);

  • Paulo Ricardo Barbosa de Souza (conhecido como “Galinha”).

Na nova peça acusatória, o Gaeco-PB solicitou que a Justiça fixe um valor mínimo de R$ 1 milhão a título de indenização por danos morais coletivos, a ser pago solidariamente pelos acusados. Além da reparação financeira, o órgão ministerial requereu o confisco de bens e o bloqueio de ativos financeiros dos envolvidos.

Primeira denúncia

A nova investida do MPPB desdobra as ações da primeira denúncia da Operação Perfídus, na qual o órgão pediu a condenação do delegado Braz Morroni e dos policiais civis Everton Aires (“Bomba”) e Eduardo Jorge (“Mão Branca”).

Na ocasião, os agentes públicos foram acusados de envolvimento direto com o tráfico de drogas, além de responderem por furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual majorada.

Para além da perda definitiva dos cargos públicos ocupados pelos policiais, a primeira denúncia também fixou o pedido de pagamento de R$ 1 milhão em multa por danos morais coletivos.

Relembre a Operação Perfidus

A ação conjunta foi deflagrada em 2 de junho de 2026 pelo Gaeco/MPPB e pela Polícia Civil da Paraíba (Draco e Unintelpol),  integrada à articulação Convergência Nacional, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa infiltrada em órgãos de segurança pública. O nome Perfidus (latim para traidor ou desleal) refere-se à conduta de agentes públicos, que utilizavam suas prerrogativas e a estrutura estatal para atividades ilícitas.

As investigações apontaram que o grupo desviava entorpecentes apreendidos e realizava incursões clandestinas para desviar drogas, que eram posteriormente vendidas, inclusive dentro do sistema prisional. Para ocultar o esquema, manipulavam registros policiais para dar aparência de legalidade às ações e repassavam informações sigilosas a traficantes. Foram cumpridos 9 mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. O bloqueio judicial de aproximadamente R$10 milhões foi decretado para interromper o fluxo financeiro do grupo e assegurar a reparação de danos.

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