A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB), por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde (Gevs), divulgou, nesta terça-feira (13), o Boletim Epidemiológico das Arboviroses nº 10/2026, que apresenta o cenário das doenças no estado até o dia 3 de outubro, correspondente à 39ª Semana Epidemiológica (SE) de 2026. O levantamento contabiliza 7.436 casos prováveis de arboviroses e 14 óbitos confirmados por dengue, reforçando a importância da vigilância epidemiológica e das medidas de prevenção e controle do mosquito transmissor.
De acordo com o documento, dos 7.436 casos prováveis registrados neste ano, 7.217 são de dengue, o equivalente a 97,05% do total. A chikungunya aparece com 214 casos prováveis (2,88%), enquanto a zika contabiliza cinco registros (0,07%). Até o período analisado, não houve notificações de febre do oropouche no estado.
Em relação ao mesmo período de 2025, a dengue apresentou aumento de 16,37% nos casos prováveis, passando de 6.202 para 7.217 registros. Em contrapartida, a chikungunya apresentou redução de 57,79%, passando de 507 para 214 casos. Os dados demonstram comportamentos distintos entre as doenças e apontam para a necessidade de manter o acompanhamento da circulação viral em todo o território paraibano.
No que se refere aos óbitos, foram confirmadas 14 mortes por dengue, distribuídas entre os municípios de Alagoa Nova, Bayeux, Brejo do Cruz, Camalaú, Guarabira, João Pessoa, Monteiro e Sumé, com um registro cada; Campina Grande, com dois; e São Bento, com quatro. O boletim também aponta seis óbitos em investigação, sendo três em João Pessoa e um em cada um dos municípios de Campina Grande, Mamanguape e Sapé.
A análise territorial mostra que as maiores incidências de arboviroses foram identificadas na 8ª, 11ª e 1ª Regiões de Saúde. Os casos prováveis estão distribuídos pelas três macrorregiões do estado, evidenciando a importância da atuação conjunta entre a SES-PB e os municípios para o monitoramento dos casos, a identificação de áreas de maior risco e o direcionamento das estratégias de prevenção.
A técnica responsável pela Vigilância das Arboviroses da SES, Carla Jaciara, destacou que o aumento dos casos prováveis de dengue exige atenção contínua, especialmente nas regiões que apresentam maior incidência da doença. Segundo ela, a identificação dos casos e a participação da população são fundamentais para reduzir os riscos de transmissão.
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