O suplente de deputado estadual Cicinho Lima publicou, na noite desta segunda-feira (26), uma mensagem nas redes sociais em que pede “perdão” à médica Raphaella Brilhante pelas agressões cometidas contra ela por seu filho, o cantor João Lima, preso por violência doméstica e atualmente detido no Presídio do Róger, em João Pessoa.
Na publicação, Cicinho afirmou que aguardou o cumprimento da decisão judicial para se manifestar publicamente. “Meu posicionamento é claro e firme: repúdio. Repúdio a todo ato de violência doméstica. Repúdio a todo sofrimento que meu filho tenha lhe causado”, escreveu.
O suplente de deputado também destacou que a família não compactua com o crime e afirmou que “ninguém cria filho pra isso”.
No texto, Cicinho demonstrou solidariedade à vítima e aos familiares, dizendo que a dor vivida por Raphaella também atinge sua família. Ele ainda pediu perdão diretamente aos pais da médica, afirmando compreender o sofrimento causado pela violência e pela exposição do caso.
Lei o comunicado publicado por Cicinho Lima:
Entenda o caso
O cantor João Lima, neto de Pinto do Acordeon, é acusado de agredir sua esposa, a médica e influenciadora digital Raphaela Brilhante. As imagens da agressão circulam nas redes sociais desde o sábado (24).
Raphaela compareceu à delegacia em João Pessoa com o braço imobilizado por uma tipoia, evidenciando as marcas físicas da agressão mais recente. Ela prestou depoimento e registrou boletim de ocorrência.
Em entrevista ao comunicador Emerson Machado na Central de Polícia, na manhã do sábado (24), a advogada enfatizou que a violência doméstica não deu sinais durante o namoro ou noivado, manifestando-se de forma abrupta após o casamento.
“Depois que casaram, inclusive a partir da lua de mel, essas agressões já começaram. E no decorrer, isso foi só prolongando, só piorando”, afirmou Dayane.
A advogada relatou que, apesar de atuar na área de defesa de mulheres, ficou chocada com a gravidade do caso. “Foi algo que eu nunca imaginei, nunca presenciei uma coisa tão grave. Sinceramente, nós não temos palavras”, disse.
Em um relato emocionante compartilhado nos seus stories no Instagram, Raphaella explicou que o período em que se manteve calada não foi por covardia, mas sim um “instinto de sobrevivência“.
“O meu coração está dilacerado. Mas, mesmo em meio a tanta dor, eu sei que ficar viva, sair e romper ciclos também é um ato de amor-próprio”, declarou Raphaella.

Canais de ajuda
Se você ou alguém que você conhece sofre violência doméstica, denuncie. O Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) funciona 24 horas por dia, é gratuito e confidencial.
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