O candidato ao Senado João Azevêdo (PSB) defendeu mudanças no financiamento da saúde e da segurança pública para ampliar a participação da União no custeio dos serviços prestados pelos estados. As propostas foram apresentadas nesta quinta-feira (3), durante sabatina no programa Bom Dia Paraíba, da TV Cabo Branco.
Na saúde, João afirmou que pretende trabalhar no Senado por uma redistribuição dos recursos federais destinados ao custeio do Sistema Único de Saúde (SUS). Para o candidato, os valores transferidos atualmente não acompanham as despesas assumidas pelos estados para manter hospitais, serviços especializados e programas de média e alta complexidade.
“A redistribuição de recursos está equivocada. Ela precisa ser melhorada e eu vou lutar para que isso aconteça”, afirmou João. Ele destacou que a Paraíba mantém 36 hospitais e quatro UPAs e lembrou programas implantados durante sua gestão, como o Opera Paraíba, Paraíba Contra o Câncer e Coração Paraibano, além da expansão dos serviços de média e alta complexidade para o Sertão.
João citou como exemplo o Opera Paraíba, que, segundo ele, já realizou 282 mil cirurgias, e ressaltou a necessidade de garantir recursos permanentes para que estados e municípios possam ampliar o atendimento. “O sistema de saúde do Brasil precisa ser melhorado em vários aspectos, principalmente no que se refere ao custeio. O valor efetivamente transferido está abaixo das despesas que o Estado precisa para manter a saúde”, disse.
Mais recursos para a segurança
Na área da segurança pública, João Azêvedo defendeu a efetiva implantação de um sistema nacional nos moldes de outras políticas públicas, com participação financeira permanente do Governo Federal. A proposta inclui a criação de um fundo constitucional para a segurança, além da integração dos serviços de inteligência dos estados.
“Tem que ter um sistema em que todas as inteligências dos estados estejam conectadas e com financiamento, com um fundo constitucional estabelecido para a segurança. Não se faz segurança pública sem investimento em inteligência e novos equipamentos”, afirmou.
O ex-governador argumentou que o enfrentamento ao crime organizado exige uma atuação que ultrapasse as fronteiras estaduais, e citou o tráfico de drogas e de armas como exemplos de problemas que demandam maior participação da União, tanto no controle das fronteiras quanto no financiamento das ações de segurança.
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